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sábado, maio 26, 2012

Síndrome de Dwon: Metodologia, atividades, critérios de avaliação e temporização

 
  *Patricia Díaz Caneja

 A. Metodologia.

A metodologia faz referência ao como ensinar, ao modo de transmitir as aprendizagens. É importanteque o processo de ensino-aprendizagem seja ativo e participativo, partindo das capacidades do aluno.Além disso, tem que ser criativo e tem que procurar alternativas ao método de trabalho tradicional.Assim, potencializar os trabalhos cooperativos, os que fomentem o interesse e o descobrimento doaluno, os grupos flexíveis, as oficinas ou alternar os trabalhos individuais com os coletivos, sãoalgumas propostas enriquecedoras.Mas à margem destas considerações gerais, na hora de desenvolver uma adaptação curricular emum aluno com Síndrome de Down, devemos ter em conta as características particulares destes, nãoobstante suas diferenças individuais. As pessoas com Síndrome de Down possuem umaspeculiaridades que os diferenciam do resto dos alunos. Estas afetam a seu modo de receber eprocessar a informação, e, portanto é fundamental trabalhar de maneira especializada em cada umadestas áreas. Agora sabemos que os alunos com Síndrome de Down não se limitam a ser mais lentosque o resto, mas sim são diferentes. E é nestas diferenças sobre as que deve fundamentar aadaptação curricular. Estas diferenças estão em: 1. A percepção. 2. A atenção 3. A memória 4. A lectoescrita5. A psicomotricidade 6. O raciocínio lógico matemático
 
A  percepção
 
Os alunos com Síndrome de Down possuem dificuldades a nível perceptivo que afetam a assimilaçãodos estímulos que recebe. As seguintes orientações didáticas podem facilitar os processos depercepção com o fim de criar um sistema perceptivo válido, para o desenvolvimento dos processos deaprendizagem:a) Mostrar os estímulos utilizando o maior número possível de vias sensoriais. Quer dizer, nãonos limitarmos a um só canal, por exemplo, a dar a ordem verbalmente e sim nos apoiandoem outros canais, como o visual, mediante imagens ou palavras.b) As atividades devem ser sempre motivadoras, sistemáticas e seqüenciadas. Na hora deseqüenciar uma atividade, é importante seguir a seguinte ordem: primeiro é que a criançamanipule livremente o material, especialmente nas primeiras idades; deste modo aaprendizagem é vivencial e parte da experiência do aluno. Em segundo lugar, verbalizaremosa atividade, falaremos do que estamos fazendo, colocamos palavras a nossas ações. Emterceiro lugar, representamos graficamente o que fazemos e colocamos uma etiqueta noconceito.c) É importante verbalizar as atividades que se eso realizando, para fomentar arepresentação simbólica do que se vai fazendo.
 
A  atenção.
 
As pessoas com Síndrome de Down têm dificuldades para fixar a atenção, focalizá-la e levá-la de umlugar a outro. Distraem-se facilmente e lhes custa trocar de atividade. Uma atenção escassa interfere,logicamente, nos processos de aprendizagem.Por isso é importante:a) Simplificar o ambiente de trabalho, assim como os materiais, evitando o maior número possível deestímulos que distraem.b) Dar instruções claras e precisas, pouco numerosas, assim como fazê-las acompanhadas de ummodelo.c) Começar com tarefas que requeiram pouco tempo de execução, com o fim de que o tempo deatenção necessário seja breve ao princípio para ir pouco a pouco aumentando-o.d) Trocar de atividade freqüentemente, para que a atenção se mantenha ativada para a novidade.e) Felicitar cada logro (sucesso), não só para motivar ao aluno, mas também para que tomeconsciência do que conseguiu foi graças ao seu esforço.
 
A   memória
 
As pessoas com Síndrome de Down possuem dificuldades na memória, tanto a curto, como a longoprazo.Para recordar algo, é necessário adquiri-lo, retê-lo e mais tarde reconhecê-lo ou recordá-lo. Por isso,é importante:a) Trabalhar primeiro as estratégias de reconhecimento, antes mesmo que as específicas delembrança. Esta recomendação é também aplicável à avaliação, já que se pedirmos que recordem umconceito, freqüentemente não o fará, e não saberemos se não o sabe ou se não o recorda.b) Trabalhar a memória imediata antes que a seqüencial.c) Fomentar a compreensão dos conteúdos mais que a memorização dos mesmos e organizar estainformação, relacionando-a com a que já tem. Trata-se de dar um sentido ao que transmitimos.d) Igual ao que comentávamos na percepção, para melhorar a memória é importante apoiar-se nomaior número possível de canais de entrada. Por exemplo, para trabalhar a memória auditiva (acapacidade para recordar uma série de sons) apoiaremo-nos na memória visual, menos afetada.Assim, se acompanharmos os sons emitidos de representações visuais ou móveis o ensino será maiseficaz.
 
A lectoescrita
 
Os alunos com Síndrome de Down acessam a leitura por meio de métodos globais muito melhor quemediante métodos analíticos. Por isso, é importante adaptar os materiais de leitura a estametodologia, tratando de conectá-la com o ensino habitual do resto dos alunos.

Quanto à escrita, os alunos com Síndrome de Down apresentam grandes dificuldades na hora deescrever, não só em relação à grafia, mas também quanto à expressão escrita e ortografia. Por isso éimportante:a) Trabalhar todos os aspectos da escrita, e não limitar a grafia: separação correta de palavras,análise e síntese das idéias, exposição ordenada do pensamento, conhecimento da ortografia.b) Não se limitar à escrita manual, fomentar o uso do computador com o fim de trabalhar a escrita,uma vez que se trabalha a grafomotricidade e a motricidade fina.
 
  Psicomotricidade
 
Dadas as dificuldades para o controle do próprio corpo e para integrar a informação que chega por esta via, é importante desenvolver uma estimulação complementar a este nível, que, além disso, influidecisivamente no desenvolvimento emocional e cognitivo da criança. Assim sendo, é importante:a) Trabalhar o controle motor, a coordenação dos movimentos, a lateralidade, o equilíbrio, a imagemcorporal e as relações espaço - temporais.b) Fomentar a expressão corporal.c) Utilizar sempre como ponto de partida a experiência de vida do aluno.d) Aproveitar as sessões de psicomotricidade coletivas para fomentar a integração do aluno no grupoassim como a socialização.e) Trabalhar a psicomotricidade fina.
 
O  raciocínio lógico-matemático
 
O raciocínio lógico matemático não se limita à aprendizagem das matemáticas ou do cálculo. Osalunos com Síndrome de Down têm dificuldades na compreensão dos conceitos abstratos, acompreensão das relações entre os objetos e a lógica. Por isso, é importante:a) Partir das aprendizagens funcionais e úteis para eles.b) Trabalhar primeiro os conceitos neles mesmos, mediante a manipulação dos materiais e a vivênciaprópria das aprendizagens.c) Trabalhar a orientação espacial.d) Trabalhar os diferentes atributos dos objetos: forma, cor, tamanho.e) Desenvolver, mediante a psicomotricidade, as orientações espaciais, temporais e numéricas.
 
B. Atividades
 
Dentro da programação de sala de aula é possível fazer adaptações curriculares, de caráteindividual, selecionando dentre todas só aquelas atividades que sejam mais adequadas para o alunocom Síndrome de Down. Neste sentido, o professor deve fazer um esforço para selecionar,unicamente, as atividades que:

Respondam melhor aos interesses e motivações do aluno em particular. Assim, por exemplo, sesoubermos que o nosso aluno gosta de colorir, daremos prioridade às atividades nas quais serequeira este exercício. Cabe destacar que não se trata de limitar os conteúdos, mas sim deescolher, dentre as diferentes atividades com as que podemos trabalhar em uma determinadaunidade didática, aquelas que sabemos lhe interessa mais.

Sejam funcionais para o aluno. É possível que uma determinada atividade de desenho nãopareça, num primeiro momento, funcional para um aluno e esse não veja sentido unir linhas comum lápis. Mas, se as linhas estiverem dispostas de modo tal que, ao final do percurso, resultar emuma figura, e se, além disso, usamos papel com sua cor favorita, a atividade será funcional paraele: fez um trabalho bonito que levará para a sua casa.Além disso, é importante flexibilizar a apresentação das atividades, de maneira que nossaprogramação não seja rígida e se adapte às condições da criança em cada momento. Assim, épossível que nós tenhamos preparado uma sessão com uma determinada atividade, mas se nessedia a criança chegar cansada, zangada ou triste, teremos que trocá-la, porque de outro modo não seconseguirá uma verdadeira aprendizagem. As atividades, nesse caso, serão de curta duração, mastemos que a avisar das mudanças que vão acontecer. As crianças com Síndrome de Down nãomantêm a atenção durante muito tempo na mesma atividade, mas tampouco se adaptam bem àsmudanças.
C. Instrumentos de avaliação
 
Para realizar uma verdadeira avaliação dos progressos do aluno, assim como de seu nível inicial, nemsempre podemos utilizar os mesmos instrumentos com todas as crianças. Do mesmo modo que nãopodemos dar a uma criança cega um livro escrito, tampouco podemos avaliar uma criança com
Síndrome de Down do mesmo modo que ao resto dos alunos. O uso do exame escrito se limitaráàqueles alunos que realmente sabem ler, mas obviamente terá que adaptar-se ao nível de escrita doaluno: estudar-se-á se é melhor aplicar perguntas abertas ou tipo teste, por exemplo:

Nas crianças menores, serão avaliadas as aprendizagens conseguidas mediante amanipulação, aplicação ou uso dos conteúdos trabalhados.

Serão feitos exames orais, ou serão pedidos trabalhos ou atividades nas qual o alunodemonstre o que conhece.

Os alunos com Síndrome de Down têm dificuldades na generalização das aprendizagens,de maneira que não os avaliaremos sempre do mesmo modo nem com os mesmosmateriais, já que é possível que tenham aprendido em um determinado contexto, semcapacidade para generalizar para outras situações.

Finalmente dizer que é fundamental a avaliação contínua, e não apenas determinar se umaluno sabe ou não sabe pelo que demonstre em um dado momento, tem que ser ao longode todo o curso. 

D. Temporização

O tempo faz referência tanto aos momentos que são mais adequados para exercitar determinadostipos de aprendizagem como ao tempo que o aluno passa com os diferentes profissionais que oapóiam. Assim, o apoio pode ser dentro da sala de aula, de maneira que o tutor ministra sua aula semtrocar seu ritmo, enquanto que o professor de apoio se assegura de que o aluno com Síndrome deDown adquire os conteúdos ministrados; por sua parte, o apoio fora da sala de aula implica que emdeterminados momentos, o aluno com necessidades educativas especiais, recebe uma atençãoindividualizada nas áreas ou conteúdos nos quais encontra maiores dificuldades.

Adaptações de acesso ao currículo:

Pessoais, materiais, físicas e de comunicação.A. Pessoais
Os centros que acolhem em suas salas de aula, alunos de inclusão, mais concretamente, alunos comSíndrome de Down, devem contar com uma equipe de profissionais de diferentes especialidades querespondam a todas as necessidades educativas de seus alunos.Por um lado está o professor tutor, que é o profissional de referência para a criança. É o que passamais horas com ela e é possível que seja o que tenha mais conhecimento do mesmo e mais contatocom a família. Habitualmente serve também de vínculo de união entre todos os profissionaisimplicados. Mas, além disso, dentro do centro estão os professores especialistas em pedagogiaterapêutica, os professores especialistas em audição e linguagem, os fisioterapeutas, os orientadorese, em alguns casos, os centros contam com um educador e/ou com um auxiliar sanitário.A seguir são expostas as principais tarefas de cada um dos profissionais:
 
Tutor:

Facilita a integração dos alunos com Síndrome de Down em seu grupo assim como no conjuntoda dinâmica escolar.

Contribui para a personalização dos processos de ensino-aprendizagem.

Efetua o acompanhamento global do aluno, detectando e corrigindo as diferentes necessidadesidentificadas.

Coordena toda a informação que sobre o aluno com Síndrome de Down incluído em sua sala deaula, orientando o resto da equipe e os pais a respeito de temas como a avaliação do aluno ousua promoção.

Realiza com o resto de professores o ajuste das programações didáticas.

Constitui o principal canal de comunicação entre a família e o centro.
Professor de apoio especializado em pedagogia terapêutica:

É o encarregado de desenvolver o apoio intensivo do aluno. Desenvolve seu trabalho na sala deaula ou fora dela.

Orienta o tutor em aspectos relacionados com as adaptações metodológicas e organizativas dasala de aula, os materiais didáticos e os recursos pessoais adequados.

Elabora e adapta materiais específicos.

Propõe diferentes metodologias para se utilizar com uns alunos e outros.

Orienta o tutor no modo de adaptar os objetivos, os conteúdos e os diferentes níveis dentro dasmesmas aprendizagens gerais e comuns para todos os alunos
Professor especializado em audição e linguagem/logopedia:

Previne, detecta, avalia, intervém e realiza o acompanhamento das alterações na fala, nalinguagem ou na comunicação.

Colabora com o tutor e com o resto da equipe orientando sobre o aluno com Síndrome de Down esua linguagem, sua fala ou sua comunicação.

Desenvolve seu trabalho fora da sala de aula.

Orientador do Centro:

É o profissional que serve de enlace entre o tutor e os professores especializados e está emcontato com as equipes de orientação do setor.

Participa da elaboração da adaptação curricular do aluno com Síndrome de Down, orientandosobre as metodologias mais adequadas, a seleção, organização e seqüência de objetivos econteúdos, e o desenvolvimento de atividades.
Detecta e avalia os alunos com necessidades educativas especiais.

É parte na tomada de decio quanto à necessidade ou não de professores de apoioespecializados (pedagogia terapêutica, logopedia ou fisioterapia).

Fisioterapeuta:

É o profissional encarregado de realizar as tarefas que têm por objetivo a prevenção erecuperação física dos alunos que dele necessitam. No caso das crianças com Síndrome deDown, as vezes recebem fisioterapia durante os primeiros anos de vida, suprimindo-a em idadesposteriores. Mas é bom que haja um orientador dos exercícios físicos, esporte e psicomotricidade.

Valora e intervém nos casos de meninos com necessidades educativas especiais que podemnecessitar de fisioterapia.

É o encarregado de orientar a respeito dos apoios técnicos relacionados com o desenvolvimentomotor.
Educador:

É o profissional encarregado de apoiar aos alunos com necessidades educativas especiais nosmomentos de asseio, refeições, etc., quando não são capazes de fazê-lo por si mesmos.

B. Materiais
Dentro dos elementos materiais, estão os didáticos propriamente ditos, mas também os aspectosorganizativos referentes ao espaço ou aos diferentes grupos de alunos.Quando falamos de recursos materiais se está fazendo referência a outro meio de acesso aocurrículo. Como já foi dito, não basta saber o que vou ensinar ao aluno, mas sim que é necessáriodispor dos meios adequados para que o aluno acesse os objetivos e conteúdos propostos.Tomemos um exemplo: um aluno com Síndrome de Down que desejamos ensinar a fazer linhashorizontais. Damos-lhe uma ficha, como a que aparece a seguir 
(figura 1):
O aluno terá dificuldades para:

Discriminar o desenho, já que as imagens são muito pequenas.

Discriminar as formas e as linhas, porque a linha é muito fina.

Saber onde começar e terminar a linha.

Relacionar os dois objetos que deve unir.Quer dizer, o aluno vai se encontrar com um conjunto de estímulos que o vão distrair e afastá-lo desua tarefa, que é traçar uma linha reta.

O que nós podemos pensar que isso são estímulos para que a tarefa seja mais motivadora oudivertida, e que de fato o é para outras crianças, resulta que, para nosso aluno, é muita informaçãoque o afasta de nosso objetivo.Entretanto, se substituirmos esta ficha pela que aparece a seguir, veremos que solucionamosalgumas das dificuldades anteriores
(figura 2)
: Agora, o aluno:

Sabe onde deve começar e terminar a linha, já que se incluiu um ponto em cada um dos extremosda trajetória.

Não haverá dificuldades de associação dos dois desenhos, já que são iguais.

Os desenhos são mais fáceis de perceber porque as linhas são mais grosas e os desenhosmaiores.O tamanho do desenho se irá reduzindo à medida que a criança vai dominando a técnica. Mas oimportante é que deste modo ensinamos realmente o que nos tínhamos proposto (realizar traçoshorizontais) e a criança irá entendendo a técnica. Se insistirmos em lhe oferecer um material poucoadequado para ele, nunca saberemos se nosso aluno não sabe fazer linhas horizontais ou se é quese distrai com os elementos da ficha.Entretanto, ao falar de adaptar os elementos de acesso ao currículo de tipo material não nosreferimos unicamente aos materiais didáticos, mas também aos acessos à escola, às adaptaçõescurriculares e inclusive à utilização de sistemas alternativos ou aumentativos de comunicação.O material que usaremos com os alunos com Síndrome de Down deveria diminuir as maioresdificuldades que eles possuem. Por exemplo: sabemos que os alunos com Síndrome de Downprocessam melhor a informação simultânea (que chega de um modo global, quase sempre demaneira visual) que a seqüencial (que é mais analítica, em que a ordem tem uma importância, quasesempre a auditiva). Se soubermos isso, o material que selecionarmos deveria chegar via visual. Asordens dadas deveriam apoiar-se em imagens, para que eles as compreendam melhor. Assimcontornamos essa dificuldade assegurando que estamos transmitindo a informação que desejamos,nos assegurando de que eles a recebem e a compreendem.Outra coisa é que, especificamente, queiramos trabalhar sua memória auditiva. Então sim usaremosum material que chegue por esta via para exercitá-la. Mas não mesclaremos ambos materiais porquenão saberemos se não nos entendem ou não sabem fazê-lo.Em geral, todo material deve ser motivador e guia para o processo de ensino - aprendizagem.Também  deve:
Adaptar-se à idade dos alunos.
 Ser seguro.
Ser resistente e duradouro.
Ser de fácil manejo.
Ser atrativo.
Ser polivalente.Mas, sobretudo, deve responder ao objetivo colocado. Em determinadas ocasiões, confundem-se osobjetivos que devemos conseguir com as atividades que se fazem para alcançá-los.

Assim, quando ensinamos a uma criança a fazer quebra-cabeças, esse é a atividade, é o material queusamos, é o meio que decidimos utilizar para alcançar um objetivo: melhorar a orientação espacial.Se se tiver claro o objetivo, e se se tem claro para que serve cada material, tudo irá bem.Outro aspecto importante é que, na maioria dos casos, o material deve estar personalizado ouadaptado, não só à Síndrome de Down, mas também a esse aluno concreto que tem Síndrome deDown. Este aspecto é muito complicado para o tutor, mas é possível que não seja tanto para oprofessor de apoio.Existe muito material possível de ser utilizado com os alunos com Síndrome de Down, por isso é difícilselecionar o mais adequado.Também depende muito da situação em que nos encontremos: se estivermos na sala de aula com oresto dos alunos ou estamos na sala de apoio, onde o trabalho é mais individual.Para o professor que está na sala de aula, é importante que selecione um material que não sediferencie muito daquele que usam o resto dos companheiros. Deste modo, o aluno não se sentediferente e seus companheiros também o percebem de outro modo.Entretanto, quando está na sala de apoio, este critério não é tão relevante quanto utilizar um materialque o ajude adquirir conceitos nos que tem mais dificuldade. Quanto ao espaço, o aluno comSíndrome de Down deve estar sentado em um lugar no qual acesse facilmente à informação, ondenão se distraia e do qual consiga o máximo da aula. Este lugar, habitualmente é o que esteja maisperto do professor, no caso de uma distribuição convencional, ou junto com alunos mais avançados,se se tratar de mesas com vários alunos.Por outro lado, é importante ser criativo e não limitar o ensino à sala de aula, ampliando os espaços(pomar, jardim, sala de psicomotricidade, visita a lugares fora da escola, etc.) Um método muito eficazé o de envolver um ou vários alunos no processo de ensino, de maneira que uns alunos sejam tutoresou guias de outros.Por último, outro modo material de acessar ao currículo são as diferentes formas de agrupar osalunos em função da matéria a ser ensinada, da idade dos alunos e das características concretas dosmesmos. Nesse caso pode-se:a) Flexibilizar os grupos de alunos.b) Os alunos com Síndrome de Down têm uma grande capacidade de imitação, fato que os favoreceestar em contato com alunos melhor dotados, que servem de modelo adequado para eles. 
C. Físicas
Fazem referência aos aspectos físicos da sala de aula ou do centro. Vai desde a supressão debarreiras arquitetônicas até a disposição da sala de aula, dos materiais, da iluminação, do entorno emque está, do ruído exterior, da adaptação das cadeiras e mesas para que o aluno esteja corretamentesentado ou adaptações na tela do computador no caso em que seja necessário, a utilização de óculosou de aparelhos de surdez. Neste sentido, as pernas dos alunos devem estar em ângulo reto, com ospés apoiados no chão ou em um apoio se é que não o alcançam. A altura da mesa deve ser justapara que o aluno acesse com facilidade à mesma, de maneira que suas costas permaneçamerguidas.


D. Comunicação
Faz referência à incorporação de métodos aumentativos ou alternativos da comunicação. Assim,embora os alunos com Síndrome de Down, às vezes são capazes de expressar-se verbalmente, nãoo fazem com a mesma precisão que o resto dos alunos, e sua compreensão tampouco é igual.Algumas orientações importantes:a) Apoio visual mediante imagens das ordens dadas verbalmente.b) Escrever no quadro as ordens dadas verbalmente.c) Colocar indicadores visuais claros dos diferentes espaços do centro e da sala de aula.d) Indicar com imagens ou palavras os horários ou a seqüência das diferentes atividades a realizar.e) Indicar com palavras ou imagens as diferentes tarefas que se tem que realizar. Por exemplo,saudação ao entrar na classe (da porta), guardo minha bolsa (junto às demais), lavo as mãos antesde comer, etc.

Fonte:  http://pt.scribd.com/doc/7320630/Arquivos-Avaliacao-Psicopedagogica

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